Guia prático sobre água quente sanitária, dimensionamento, eficiência e sistemas integrados
dimensionamento

A temperatura da água fria muda o volume útil

A água de rede mais fria no inverno exige mais energia e mais água quente para atingir a mesma temperatura de banho.

A água da rede não entra sempre à mesma temperatura

Quando a entrada está mais fria, é preciso mais energia para chegar ao mesmo setpoint e também é necessário misturar uma maior proporção de água quente para obter um banho a 38 °C.

Exemplo com 150 L a 55 °C

Água friaVolume teórico a 38 °C
10 °C~241 L
15 °C~261 L
20 °C~292 L

Isto ajuda a explicar porque um sistema que “chega perfeitamente” no verão pode parecer mais curto no inverno, mesmo sem qualquer avaria.

Faça as contas no seu caso: Testar diferentes temperaturas de entrada

A energia também muda

Aquecer 100 L de 20 para 55 °C exige ~4,07 kWh térmicos; de 10 para 55 °C exige ~5,23 kWh. São cerca de 29% mais energia para o mesmo volume e setpoint. É uma diferença sazonal suficiente para notar em autonomia e tempo de recuperação.

O efeito no volume misturado também é grande

Com 100 L armazenados a 55 °C, água fria a 10 °C permite teoricamente cerca de 161 L a 38 °C; com água fria a 20 °C, cerca de 194 L. O mesmo depósito pode, portanto, aparentar ter “mais litros” no verão simplesmente porque precisa de menos água quente para a mistura.

Faça as contas no seu caso: Testar a sua água fria

Na prática

Com um depósito de 150 L a 55 °C e banho a 38 °C, água fria a 10 °C permite teoricamente cerca de 241 L misturados; a 20 °C, cerca de 292 L. Parece contraintuitivo, mas quando a água fria está mais quente é preciso menos água quente para atingir 38 °C.

Ao mesmo tempo, no inverno é preciso mais energia para aquecer cada litro desde a rede até ao setpoint. Por isso consumo e autonomia sazonal podem mudar.

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